As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/11/2022
Van Gogh, pintor impressionista, representa em sua obra “Sorrowing old man” o medo e a melancolia de um homem que leva suas mãos à cabeça. Para além da pintura, o quadro representa o sentimento de muito dos refugiados pelo mundo inteiro. Nessa ótica, a falta de iniciativa de organizações e o silenciamento das pessoas contribuem com a perpetuação da problemática. Torna-se, então, imprescindível discutir as dificuldades do acolhimento de refugiados para que se combata o cenário desesperador das vítimas desse impasse.
Diante desse cenário, é valido destacar que direitos básicos não são garantidos às pessoas em situações de refúgio. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, promove uma lista de garantias básicas ao indivíduo, como a uma vida digna, no entanto, não são cumpridas por falta de eficiência legal em países que enfrentam crises humanitárias. Por conseguinte, buscam lugares adequados para que tenham uma vida melhor, mas encontram inúmeras barreiras, físicas ou burocráticas, que as impedem. Portanto, faltam países ou organizações que se voluntariem a acolher essas pessoas adequadamente, já que não possuem destino.
Além disso, a xenofobia praticada por pessoas que moram em países acolhedores agravam a problemática. Simone de Beauvior, filósofa existencialista, argumenta que mais escandaloso que um problema social, é o fato da sociedade se habituar a ele. A partir disso, entende-se que o silêncio em torno do preconceito contra os refugiados, fruto de uma sociedade desigual e elitista, é um fator fundamental para sua manutenção, já que representa conivência em relação à violência praticada contra as vítimas, dificultando o seu acolhimento.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater as dificuldades que os refugiados encontram. Nesse sentido, a ONU e a UNICEF devem procurar firmar parcerias com nações que possuam estrutura suficiente para acolher os refugiados, a fim de os previr uma vida digna. Ademais, as escolas devem promover ações e seminários que conscientizem os jovens sobre as consequências da xenofobia e da importância do apoio às causas humanitárias, a fim de mitigar o impacto de guerras e de outras situações adversas na vida dos cidadãos que enfrentam o cenário discutido.