As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 07/11/2022
O jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. Entretanto, ao observar as dificuldades do acolhimento de refugiados por todo planeta, constata-se que esse direito não tem sido assegurado na prática. Com efeito, é imprescindível enunciar o aspecto sociocultural e a insuficiência legislativa como pilares fundamentais da chaga.
Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator sociocultural. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se analisa os preconceitos populares contra refugiados, uma vez que uma parcela considerável da sociedade os enxerga como covardes e parasitas por abandonarem seus países. Destarte, discorrer criticamente essa problemática é o primeiro passo para a consolidação de um país equânime.
Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das leis corrobora com a persistência da vicissitude. A esse respeito, o filósofo grego Aristóteles afirmou que o objetivo da política é promover a vida digna dos cidadãos. Nessa lógica, a conjuntura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto que a falta de leis que abrigam adequadamente refugiados contribui para a precarização de suas vidas. Assim, medidas precisam ser tomadas por autoridades competentes a fito de atenuar o revés.
Infere-se portanto que o imbróglio abordado necessita ser solucionado. Logo, a mídia, por intermédio de programas televisivos de grande audiência, irá discutir o assunto com profissionais especialistas nessa área, com o objetivo de mostrar a realidade do refugiados e orientar os espectadores a respeito do impasse. Essa medida ocorrerá pela elaboração de um projeto estatal, em parceria com as emissoras de televisão. Em adição, o Congresso Nacional irá formular artigos jurídicos que facilitem a associação dos refugiados na sociedade, como intensificar a punição àqueles que os ataquem. Feitos esses pontos, a sociedade global deixará de ser uma comunidade de papel, como enfatizou Dimenstein