As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 10/11/2022
Na edição das Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, o Comitê Olímpico Interna-cional contou com a participação de refugiados representando sua bandeira. Além de um lugar no pódio, porém, esses atletas percorrem o mundo buscando o míni-mo para suprir suas necessidades básicas. Entretanto, vêm se deparando com paí-ses que muitas vezes não lhes conferem nem a simpatia, nem a infraestrutura que lhes é devida. Nesse contexto, essa problemática merece um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em primeiro lugar, é imprescindível apontar que esses expatriados sofrem rejei-ção não só pelos seus países de origem, mas também pelos de chegada. Devido às diferenças na cultura, na etnia e na língua, são, na maioria das vezes, vítmas de xe-nofobia. Assim, deparam-se com dificuldades em se estabelecerem num emprego, numa moradia e até na própria comunidade. Desse modo, acabam se encontrando em barracas no centro da cidade, mas às margens da sociedade, incrementando aos bilhões de favelados pelo mundo, situação de urge por mudanças.
Em segundo lugar, os refugiados enfrentam, muitas vezes, resistência do pró-prio Estado da nação de destino. De acordo com o artigo 14 da Declaração Univer-sal de Direitos Humanos, “Todo ser humano vítima de perseguição tem direito a a-silo”. Um acolhimento bem estruturado desses indivíduos tem o potencial de con-ferir ao país receptor e ao imigrante uma relação benéfica. Ao primeiro, agrega-mento à cultura e à economia; ao segundo, satisfação do seu direito como homini-zado. Entretanto, esse princípio não lhes tem sido conferido. O que se vê são, pelo contrário, políticas restritivas que dificultam a entrada dos imigrantes.
Depreende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para mitigar esse problema. Cabe aos Governos, em parceria com ONGs, viabilizar o preparo ade-quado dos recém chegados por meio de aulas da língua regional e cursos de espe-cialização para que sejam capacitados a integrar o mercado de trabalho. Assim, se-rá possível que os refugiados sejam devidamente estabelecidos em sua nova pátria e desenvolva-se uma relação de harmonia entre os dois lados. Ademais, quiçá, des-sa forma, a Equipe Olímpica de Refugiados conquistará medalhas também em prol da humanidade.