As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 04/12/2022

Segundo a Organização das Nações Unidas, refugiado é o indivíduo que é obrigado a sair de seu pais por uma questão política, religiosa, étnica etc. Nesse sentido, as dificuldades do acolhimentos de refugiados são, infelizmente, grandes na sociedade hodierna. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.

Nesse panorama, a inoperância do poder público é uma notória incentivadora das dificuldades do acolhimento de refugiados. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, as pessoas aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Não obstante, esse acordo é violado, porque o Estado não oferece uma isonomia no tratamento dos entes, segregando imigrantes ao não prestar condições de inserção desses estrangeiros no contexto nacional. Assim, a desigualdade social é aprofundada pela ingerência dos governantes, já que não criam um plano estratégico para lidar com a crise migratória, como centros de acolhida.

Ademais, a falta de foco dos meios de comunicação é uma imperiosa promotora das dificuldades de acolhimento dos refugiados. Nessa conjuntura, conforme a Carta Magna, os jornais devem cumprir a sua função social. Conquanto, o documento máximo é desrespeitado, porquanto as entidades de informação não evidenciam, obstinadamente, a imprescindibilidade de habitantes radicados para a diversidade sociocultural da nação, como fomento de setores estratégicos. Consequentemente, discursos xenofóbicos são intensificados, pois a mídia é conivente com a situação de ataques a refugiados, como exclusão em empregos.

Portanto, é mister haver um debate sobre as dificuldades do acolhimento de refugiados. Sob essa perspectiva, a fim de que haja uma aplicabilidade das ideias de Hobbes e, conseguintemente, um tecido social menos esgarçado, os congressistas devem, por meio da sanção do presidente, criar leis de incentivos, como isenções fiscais, para empresas que destinarem parte de suas vagas para cidadãos imigrantes em situações de vulnerabilidade. Além disso, com o fito de se ter um prosseguimento da Constituição Cidadã, a mídia deve, por intermédio da função apelativa, criar campanhas que evidenciem a utilidade de estrangeiros.