As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 25/03/2023
Quando uma multidão de afegãos, procurando socorro, correu desesperadamente para um avião militar americano, na saída do exército estadunidense do afeganistão, foi notável a importância das relações internacionais na proteção de povos refugiados. Entretanto, é possível observar que há muitas dificuldades no acesso de países pelos imigrantes e que, também, a mídia, direcionando pouca atenção ao problema em questão, contribui para agravar a receptividade da população acolhedora.
Primeiramente, é importante notar a dificuldade estrutural que países, principalmente de primeiro mundo, impõem no acesso de imigrantes. O Japão, por exemplo, enfrenta uma expressiva crise demográfica, com um contingente idoso cada vez maior, o que naturalmente flagra a escassa mão de obra japonesa. Contudo, mesmo que possuindo a opção de aceitar o trabalho de imigrantes, o país aplica uma restrição de renda quase inatingível por refugiados e indivíduos de países de terceiro mundo.
Ademais, ainda que possam ser superados esses empecilhos por algumas pessoas, existe um intenso preconceito velado motivado pela mídia. Isso pode ser observado na comparação entre a atual guerra na Ucrânia e as outras calamidades internacionais, porque, por mais que qualitativamente a mídia tenha noticiado tanto a diáspora síria quanto o conflito ucraniano, quantitativamente o segundo evento recebe exacerbada atenção. Essa postura, então, gradativamente influencia o pensamneto receptivo de países acolhedores.
Por fim, faz-se necessário que os poderes de legislação de cada país, em conjunto com a ONU, definam, por meio de um documento assinado pelos líderes das nações envolvidas em movimentos de grande imigração, condutas de flexibilização de leis imigratórias e de comportamento da livre imprensa. Assim, tendo por foco a redução das restrições de renda e a reserva de minutos especiais na mídia para o caso dos refugiados.