As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 05/06/2023

O filme “As nadadoras”, retrata a história de duas irmãs sírias refugiadas que passam por inúmeras dificuldades para conquistar estabelecimento em um novo país. Análogo a isso, atualmente refugiados enfrentam condições repulsivas que os levam à marginalização e à condição da lida de preconceitos diários. Posto que o governo e a sociedade são os principais agentes causadores dessa problemática, é notório que medidas sejam tomadas para eliminar a omissão estatal e popular.

A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, cita que “Todo o homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países”. Porém, segundo pesquisas da Scientific Electronic Library Online, o estado não conclui com o dever de fornecer bens públicos básicos, fazendo com que este grupo gradualmente se marginalize por não obter a devida estrutura e apoio. Portanto é necessário que o Estado não se abstenha à causa, e garanta o devido conforto, a fim de não tornar o direito estabelecido em 1948, privilégio social.

Outrossim, o constante olhar desigual inviabiliza a melhora da situação atual. Desde os primórdios o homem permuta sua empatia à supremacia racial, tal conjuntura transcorre consequências milenares, pois apesar de atualmente a sociedade se encontrar “conscientizada” minorias, como exemplo, refugiados ainda sofrem com preconceitos culturais e raciais devido suas raízes. A inferioridade como forma de tratamento dificulta diariamente o cotidiano dos refugiados fazendo com que seja necessário a maior conscientização popular, a fim de não tornar um povo desabitado de apoio social e governamental.

Destarte, é mister a ação de medidas para amenizar a problemática. Desse modo, as instituições escolares -responsáveis pela transformação social- devem ensinar aos jovens a busca pela mudança, isso sendo feito por meio de palestras, com o uso conativo da linguagem, a fim de convencer a auto-conscientização. Juntamente cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, promover políticas públicas que monitorizem o acolhimento dos refugiados nos estados. Com isso, gradualmente romper a inércia estatal promover a auto-conscientização e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas, deixando de ser, em breve uma utopia.