As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 13/06/2023

Durante a “Ditadura Militar”, um regime autoritário que teve início em 1964, milhares de brasileiros se exilaram do país com receio de repressão e violência por seu posicionamento político. Hodiernamente, observa-se semelhança com o cenário atual diante os entraves políticos mundiais e os problemas do acolhimento de refugiados. Dessa forma, faz-se necessário discutir suas causas e efeitos, tais como a xenofobia proveniente do etnocentrismo enraizado e o aumento da criminalidade advinda da redução na oferta de emprego, respectivamente.

Em primeira análise, é essencial pontuar que a discriminação está intimamente ligada à deturpação, visto que a intolerância cria uma barreira entre nativos e imigrantes. Segundo o filósofo Voltaire: “Preconceito é opinião sem conhecimento”, assim, compreende-se a indispensabilidade de romper o etnocentrismo e acolher os povos que se encontram em situação de perseguição por razões de raça, religião, sexualidade ou opinião política. Isso porque essa conduta diferencia e exclui uma parcela da comunidade com base em critérios xenofóbicos, o que estabelece esses habitantes à um pertencimento social inferior.

Ademais, é imprescindível destacar que a falta de políicas públicas influencia as oportunidades de emprego aos refugiados, uma vez que o migrante tem dificuldades de ser contratado em função da desinformação das leis de refúgio. De acordo com o Artigo 1 dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”, porém, esse direito não é reconhecido e ainda situa-se ignorado perante o Estado. Diante de tal exposto, a escassez de oportunidades dignas ao emprego fomenta a entrada desses sujeitos no mundo do crime, já que a maioria localiza-se em vulnerabilidade socioeconômica.

Portanto, cabe ao governo, criar ações públicas efetivas na contratação de refugiados ao mercado de trabalho por meio de incentivos fiscais para as empresas, a fim de entregar fonte de renda digna e lícita às vítimas de perseguição e prevenir o crescimento da criminalidade. Somado a isso, o órgão público deve promover intervenções midiáticas para informar a população nativa sobre o mal do preconceito e estimular a empatia dos brasileiros ao lidar com os migrantes. Dessa forma, a sonhada “Ordem e Progresso” poderá ser realidade em território nacional.