As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 18/06/2023

Em outubro de 1988, o Brasil conheceu um de seus documentos mais importantes: a Constituição federal, Carta Magna brasileira, cujo conteúdo garante plenos direitos àqueles que procuram refúgio. Entretanto, infelizmente, ainda assim os refugiados encontram muitas dificuldades quando chegam em território nacional. Haja vista que essa problemática ocorre devido a falta de coesão social, bem como a falta de infraestrutura para o recebimento de imigrantes, males que precisam ser tratados com a devida importância.

Diante desse cenário, em primeiro plano, é lícito citar que o preconceito é um dos obstáculos para a coesão social. Acerca disso, segundo o filósofo Byung-Chul, a sociedade, com o advento de novas tecnologias tornou-se mais individualista. Efeito disso, são as famílias de exilados que infelizmente moram em situação de rua, e são ignoradas pelos moradores locais devido ao preconceito, muitas vezes cultural, somente por serem diferentes. Logo, é necessário que essa questão seja vista como vital.

Ademais, acerca desse problema, as adversidades enfrentadas pelos refugiados

são agravadas pela falta de infraestrutura. A efeito disso, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), asilados vivem mais de uma década em tendas que deviam ser temporárias, o que torna a vida dessas pessoas ainda mais difícil, visto que não têm outras alternativas. Assim, para criar uma sociedade garantidora dos direitos constitucionais é preciso que esse problema seja tratado pelo Estado.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para a resolução das dificuldades de acolhimento enfrentadas pelos refugiados. Nesse sentido, é preciso que o Governo federal - responsável pela execução da Carta Magna - por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, crie um programa em que emigrados possam se capacitar e integrar o mercado de trabalho, bem como, criar prédios residencias em cidades que acolhem muitos refugiados para que enquanto não estejam plenamente capacitados tecnicamente ou com emprego fixo, possam morar com dignidade, para que o problema de infraestrutura e do preconceito seja superado. Assim a sociedade será mais igualitária e, de fato, garanta os direitos citados na Constituição federal.