As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/09/2023

O romance filosófico “Utopia” criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante às dificuldades do acolhimento de refugiados, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre em razão da descriminação e xenofobia, mas também da dificuldade ao acesso a serviços essenciais. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial a carência de investimentos em acesso a serviços essenciais derivados da ineficiência do Poder Público, no que concerne a criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Refugiados enfrentam dificuldades em acessar serviços essenciais. A falta de informações sobre como acessar esses serviços e a possível discriminação podem criar barreiras adicionais. Dessarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa.

Além disso, a descriminaçao apresenta como outro desafio a problemática. De acordo com a ativista Marian Wright Edelman a discriminação é uma ferida aberta no coração da sociedade, e, a menos que seja tratada, continuará infectando tudo o que toca. Tal conceito é abordado e materializado no Brasil Haja vista que refugiados podem ser alvo de discriminação e xenofobia por parte da população local. Isso pode afetar sua segurança emocional e dificultar sua integração na sociedade. Logo tudo isso retarda o combate ao acolhimento de refugiados.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição das dificuldades do acolhimento de refugiados. Assim cabe ao Congresso Nacional, mediante ao percentual de investimentos, que será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar o incentivo de acolhimentos aos refugiados,por meio de palestras ministradas por profissionais especializados na área, com o objetivo de minimizar esse situação.