As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 25/07/2023

Atualmente, no Brasil, existe grande concentração de refugiados, por ser um país de fronteiras mais flexíveis aos estrangeiros, se comparado a outros países, como EUA. Assim, o país brasileiro deve lidar com situações desafiadoras, que são consequências da entrada de refugiados, por exemplo, disseminação de doenças contagiosas e falta de requisitos para incluí-los no mercado de trabalho.

Primeiramente, vê-se a problemática das doenças de alto contagio para o ser humano, que podem ser disseminadas pelos refugiados. Sendo assim, um exemplo recente, foi uma notícia televisionada pelo Jornal Nacional, que mostra refugiados afegãos chegados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, diagnósticados com Sarna, doença que é contagiosa. Consequentemente, foi necessário intervenção do Estado com recursos para conter o surto, prestar atendimento médico e iniciar o tratamento. Caso esse suporte não ocorresse de forma imediata, a situação poderia tomar proporções maiores em pouco tempo, já que o aeroporto internacional de GRU tem grande fluxo de pessoas e a doença sarna é transferida por contato. Concluímos que muitos refugiados sobreviviam em seu país de origem de forma precária, entre outros fatores que leva o indivíduo a ficar exposto as doenças.

Além disso, os estrangeiros fugidos do país de origem, vêm sem condições de se sustentarem, necessitando de ajuda alimentícia, de moradia, saúde, entre outras necessidades. Porém, as vagas nos centros de ajuda aos refugiados são insuficientes, o que os leva a ficar sem o acolhimento necessário, sem nenhuma renda para se sustentar, já que chegam desempregados, e seus direitos humanos violados. Por consequência ficam a margem da sociedade em país desconhecido.

Portanto, é necessária intervenção do ministério da saúde junto ao ministério da economia, para criação de um projeto de auxílio ao refugiado, para suprir as necessidades urgentes desses indivíduos, por exemplo, aumentar os centros de acolhimento aos refugiados próximos aos aeroportos e fronteiras brasileiras. Onde será disponibilizado atendimento médico, alimentação, lar temporário, cursos de língua portuguesa e profissionalizantes, para se integrar ao mercado de trabalho. A fim de que possam ser acolhidos e tenham seus direitos humanos respeitados.