As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 26/07/2023
Atualmente, no Brasil, existe grande concentração de refugiados, por ser um país de fronteiras mais flexíveis aos estrangeiros, se comparado a outros países, como EUA. Assim, o país brasileiro deve lidar com situações desafiadoras, que são consequências da entrada de refugiados, por exemplo, disseminação de doenças contagiosas e falta de requisitos, para incluí-los no mercado de trabalho.
Primeiramente, vê-se a problemática das doenças de alto contagio para o ser humano, que podem ser disseminadas pelos refugiados. Logo, um exemplo recente foi a notícia televisionada pelo Jornal Nacional, em que mostra refugiados afegãos chegados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, diagnosticados com sarna, doença que é contagiosa. Consequentemente, foi necessária intervenção do Estado com recursos para conter o surto, prestar atendimento médico e iniciar o tratamento. Caso esse suporte não ocorresse de forma imediata, a situação poderia tomar proporções maiores em pouco tempo, já que aeroportos possuem grande fluxo de pessoas e a doença sarna é transferida por contato.
Além disso, estrangeiros fugidos do país de origem vêm sem condições de se sustentarem, necessitando de ajuda alimentícia, de moradia e saúde. Porém, as vagas nos centros de ajuda aos refugiados são insuficientes, o que leva a ficarem não só, com a falta de acolhimento, mas também, sem nenhum sustento, já que chegam desempregados, dessa forma seus direitos humanos são violados. Por consequência, ficam à margem da sociedade em país desconhecido.
Portanto, é necessária intervenção do Ministério da Saúde junto ao Ministério da Economia, para criação de um projeto de auxílio ao refugiado, para suprir as necessidades urgentes desses indivíduos, por exemplo, aumentar os centros de acolhimento aos refugiados próximos dos aeroportos e das fronteiras brasileiras, onde será disponibilizado atendimento médico, alimentação, lar temporário, cursos de língua portuguesa e profissionalizantes, para se integrar ao mercado de trabalho, a fim de que possam ser acolhidos e tenham seus direitos humanos respeitados.