As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 29/08/2023

“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do cientista inglês Isaac Newton pode ser facilmente aplicada as dificuldades do acolhimento de refu-giados, já́ que essa problemática é marcada na sociedade por concentrar a constru-ção de barreiras sociais e a escassez de medidas para sua erradicação. Assim, tor-na-se claro que esse panorama tem origem na negligência governamental. Desse modo, agravam o quadro central não só́ a falta de representatividade política como também a carência infraestrutural.

Sob esse viés, é notório, a princípio, que a lacuna na visibilidade política cristaliza os desafios de acolhimento de refugiados no Brasil. Isso acontece porque, sem a devida representatividade junta ao governo, não se garante que os interesses, pre-ocupações e perspectivas dos refugiados sejam adequadamente considerados nas decisões políticas que afetam suas vidas. Dessa forma, garantir que exista um ór-gão centrado nas necessidades legítimas desses indivíduos, em conjunto com as leis do país é um dos desafios para resolver essa problemática.

Além disso, é válido ressaltar que a carência infraestrutural desempenha um pa-pel significativo na perpetuação dos desafios no acolhimento dos refugiados. Isso ocorre porque embora o Brasil esteja entre as maiores economias do mundo, pos-sui uma grande desigualdade socioeconômica entre suas regiões. Diante disso, a falta de infraestrutura adequada pode agravar os desafios enfrentados pelos refu-giados e também impactar negativamente as comunidades locais e os próprios es-forços de acolhimento. Por isso, alocar recursos adequados para melhorar as con-dições de abrigo, saneamento, assistência médica, entre outros, é essencial.

Portanto, diante da situação exposta, a Sociedade Civil Organizada deve pressio-nar o governo federal a adotar medidas mais efetivas de acolhimento dos emigra-dos, por meio do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), para que possa am-pliar a visibilidade política dos asilados no governo. Ao incluir representantes de refugiados em concelhos consultivos e comissões que abordem questões relacion-adas às políticas públicas, migração e direitos humanos, além de garantir a devida alocação de recursos para melhorias das áreas de acolhimento. O objetivo é me-lhorar não só as vidas deles, mas também de toda a comunidade inserida.