As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 29/08/2023
O filme “Hotel Ruanda” relata a história da corajosa decisão que o gerente do Hotel Milles Collines teve ao abrigar mais de 1200 refugiados durante os conflitos políticos entre hutus e tutsis. Do mesmo modo, o Brasil é internacionalmente reconhecido como um país acolhedor. Entretanto, pessoas refugiadas também encontram dificuldades para se integrar na sociedade brasileira, principalmente por falta de moradia e o complicado acesso ao mercado de trabalho. Levando-se em consideração esses aspectos, é de extrema importância analisar uma solução para a problemática.
Primeiramente, vale ressaltar que, de acordo com a ONU, países em desenvolvimento como o Brasil, mesmo com poucos recursos, abrigam cerca de 80% dos refugiados de todo o mundo. Entretanto, esses países não possuem recursos necessários para atender com qualidade a população nativa, apresentando um desafio ainda maior para os seus abrigados, como o alto preço dos aluguéis. Tal nocividade ocorre, principalmente, pela falta de responsabilidade do representante político com o sistema financeiro do país, tendo que aumentar consideravelmente os impostos.
Ademais, destaca-se o difícil acesso ao mercado de trabalho. Em geral, refugiados saem de seus países nativos para buscar melhores condições de vida, porém muitos tem dificuldades de achar emprego por não terem a qualificação necessária para tal. Além disso, o aumento da concorrência com os nativos do país também é um fator importante para essa adversidade, o que pode causar ainda, consequentemente, focos de xenofobia no grupo social.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve, por meio da arrecadação de impostos para fins de políticas públicas, efetuar projetos de estruturas que gerenciem cursos de especialização de trabalho e aprimoramento da língua portuguesa. Além disso, Poder Executivo deve, conforme a previsão legal da Constituição Federal de 1988, no seu artigo 5°, o qual trata de direitos e garantias fundamentais de todos os cidadãos e residentes e domiciliados no brasil, assegurar constitucionalmente o direito à propriedade de todos os cidadãos, independente de suas origens. Com isso, espera-se que os desafios da população refugiada no Brasil sejam freados.