As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 15/09/2023
Na obra “As nadadoras”, da Netflix, é abordada uma história real sobre os desafios enfrentados por duas irmãs sírias fugindo da guerra de seu país natal. Sob tal perspectiva, faz-se necessário analisar as dificuldades do acolhimento de refugiados, haja vista a desumanização e a vulnerabilidade desses indivíduos. Nesse contexto, é nítida a negligência governamental e a lacuna de representatividade como pilares dessa problemática.
Sob esse viés, em primeiro plano, é preciso atentar para a negligência das autoridades administrativas com refugiados. O 14º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 diz que toda pessoa perseguida em seu país tem o direito de procurar e de buscar asilo em outros países, entretanto diversos Estados negligenciam esse direito ao recusar ou dificultar a entrada de solicitantes de asilo. Em 2017, foi apontado que Polônia e Hungria se recusaram a acolher vários refugiados desde 2015, segundo El País. Assim, torna-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, a lacuna de representatividade também é um grande impasse. Chimamanda Adichie alerta que os estereótipos limitam o pensamento humano. Tais estigmas crescem na ausência de representatividade permitindo que o preconceito com refugiados se perpetue, visto que a falta de representação dessas pessoas as deixam distantes de serem socialmente respeitadas e dificulta o processo de acolhimento. Desta forma, para deixar de limitar o pensamento, é preciso quebrar esses estigmas por meio da representação de narrativas plurais na sociedade.
Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, a Organização das Nações Unidas deve criar políticas públicas de incentivo ao acolhimento de refugiados, visando facilitar a entrada e integração desses indivíduos em países de asilo, por meio de campanhas de conscientização e programas de integração social, a fim de reverter essa inoperância governamental. Tal ação pode, ainda, multar países que não contribuírem no processo. Paralelamente, é preciso interferir sobre a lacuna de representatividade presente na questão. Desse modo, garantindo que as dificuldades no acolhimento de refugiados não se perpetuem.