As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 21/09/2023
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas politicos e sociais. No entanto, a realidade é contrária ao que o autor prega, já que acolher e oferecer oportunidades de um futuro melhor aos refugiados , é uma celeuma persistente. Isso ocorre, ora pelo descaso governamental, ora pelo silenciamento social.
Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo Thomas Robbes, o Estado é responsável por garatir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada pela falta de sustentabilidade com os emigrados no qual precisam de apoio, que não seja apenas momentâneo, para que possam construir uma vida sustentável denovo, em que o Estado está cumprindo seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, gerando uma falsa sensação de cidadania. Assim, para que esse bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da imobilidade em que se encontra.
Além disso, a falta de discussão é um grave impasse. A filósofa Djamila Ribeiro, explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado nas dificuldades em acolher os refugiados, pois por não bastar o que passaram e as precárias condições que os são ofertados, ainda, sofrem xenofobia ao buscarem um recomeço, uma vez que pouco se fala sobre isso nas mídias de grande acesso, tratando essa pauta como algo supérfluo.
Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda específica para melhoria no acolhimento dos emigrados, por meio da organização de projetos e fundos que permitam a possibilidade de construírem uma vida sustentável e não dependentes da precáridade que as são dadas, a fim de reverter o descaso governamental. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More.