As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 10/10/2023
A bandeira do Brasil ostenta o lema “ordem e progresso”; frase de cunho positivista que preconiza o desenvolvimento social. Contudo, é impossível a coexistência de uma sociedade ser considerada desenvolvida enquanto outra, de refugiados ,vive, às mazelas, à parte da sociedade brasileira. Além de não encontrar encontrar sua plenitude, o Brasil perde uma força de trabalho em potencial. Notadamente, parte das dificuldades, logísticas e sociais, encontradas pelo Governo ao acolher imigran-tes é fruto de sua própria inércia. Enquanto o Estado age com mora, os refugiados continuam necessitados das condições mínimas de sobrevivência com dignidade.
Primeiramente, destaca-se importância de proporcionar condições mínimas de vida para os refugiados (tais quais garantidas pela Constituição Federal, art. 5°). Entre-tanto, apesar de seu dever de agir, o Estado posiciona-se de acordo com a crítica feita pelo economista americano Murray Rothbard, que diz que a classe política, em detrimento do interesse público, toma decisões calcadas em seus interesses parti-culares. Logo, apesar do caráter imperativo de cumprir o desenvolvimento social preconizado pelo símbolo pátrio máximo, a condição dos refugiados comprovam que a classe política está longe pleitear por medidas de interesses propriamente públicos.
Em segundo lugar, há também de se notar que, além das mazelas enfrentadas pelos refugiados, da demonstração de ineficiência e negligência do Governo, há a perda da potencial força de trabalho dos imigrantes que, se em situações favoráveis, poderiam contribuir para o desenvolvimento econômico brasileiro, enquanto, estes, se trabalhando, além de diminuir os encargos financeiros governamentais, em consequência da evolução econômica, teriam também a melhora de suas respectivas condições sociais.
De acordo com o supracitado, destaca-se a urgência do Estado que, na figura do Ministério do Trabalho, deverá propor cursos profissionalizantes aos imigrantes que, de acordo com a necessidade do mercado de trabalho brasileiro, serão inseridos no fluxo laboral. Desta maneira o País, além de honrar com seu dever constitucional, alavancará sua economia pela força de trabalho especializada que outrora fora desperdiçada.