As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 11/10/2023

Com o persistência dos conflitos e crises pelo mundo, a exemplo da Guerra da Ucrânia, há um problema pouco abordado, todavia muito importante: a dificuldade do acolhimento de refugiados por outros países. Nesse quadro, faz-se necessária a análise dos fatores agravantes, como a negligência governamental e a omissão midiática.

Em primeiro ponto, há a ausência de políticas públicas voltadas para o auxílio dessa população. Como afirma o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições pós-modernas configuram-se em um estado zumbi, não cumprindo com suas respectivas funcionalidades sociais. No caso do Brasil, tal instituição é o próprio Estado, que escolhe não lidar com esse crescente grupo, logo, falhando com sua função de garantir o bem-estar de todos. Consequentemente, os refugiados são abandonados e tendem a sofrer com diversas mazelas sociais tal qual a miséria, a criminalidade e a fome. Ou seja, além do trauma suportado nos seus países de origem, eles ainda lidam com a falta de amparo do governo brasileiro.

Além disso, a mídia adiciona ao problema quando não o aborda. Nessa perspectiva, o sociólogo Pierre Bourdieu alega que os agentes, principalmente a mídia, definem as visões sociais. Dessa forma, quando a mídia escolhe não denunciar a falta de acolhimento de refugiados, ela invisibiliza a questão, assim, impedindo que qualquer mobilização ocorra por parte da sociedade, a qual continua ignorante. Dessa maneira, somente haverá a melhora da situação com a conscientização social, produzida pela mídia através de noticiários e documentários, ilustrando a luta de tal grupo de forma a induzir solidariedade e empatia, facilitando o processo de auxílio social.

Depreende-se que a questão dos refugiados é importante, entretanto pouco debatida. Portanto, a mídia - como TV Globo, SBT e Record - deve, por meio de campanhas publicitárias, elucidar o povo a fim de criar uma sociedade mais acolhedora para pessoas necessitadas. Outrossim, cabe ao Estado, por meio de verbas governamentais, criar políticas assistencialistas com a finalidade de garantir os direitos básicos das pessoas refugiadas.