As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/03/2024
A Constituição federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm direito à dignidade. No entanto, o não cumprimento desse preceito é evidente, visto que o combate à dificuldade do acolhimento de refugiados ainda não é visto no Brasil. Nesse sentido, é imperioso analisar a ausência de políticas públicas eficientes e a restrição ao mercado de trabalho, que acabam tornando essa problemática uma realidade.
Diante desse cenário, é válido ressaltar a falta de políticas públicas como um dos motivadores do problema.Conforme a ACNUR o Brasil reconheceu mais de 65 mil pessoas refugiadas, assim é nítido que o país está recebendo em abundância sem a total estrutura para os receber, onde uma maioria não usufrui de direitos básicos previstos na Constituição, como saúde, educação e segurança. Dessa maneira, embora a entrada de estrangeiros em situação de refúgio seja amigável, é notório que eles são colocados em situação vulnerável, uma vez que eles precisam buscar moradia e trabalho sem qualquer amparo pela ausência de políticas públicas eficazes. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Sob essa perspectiva, vale ressaltar ainda o preconceito no mercado de trabalho. De acordo com pesquisas realizadas pela ACNUR indica-se que apenas 14,9% dos refugiados possuem emprego formal no país. Desse modo, muitas pessoas chegam à nova pátria qualificadas para o mercado de trabalho, mas não conseguem emprego na própria área, por motivos como a dificuldade com um novo idioma e o preconceito de empregadores.
Portanto, para que o combate a dificuldade do acolhimento de refugiados seja de fato eliminado, é necessário que o governo federal, maior autoridade do país, promova campanhas de conscientização e mobilização para tal, por meio de inclusões nas mídias governamentais, a fim de possibilitar um mundo melhor para a sociedade.