As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/08/2024
A Carta Magna, promulgada em 1988, tem o objetivo de delinear direitos básicos à população brasileira, como o acesso à cidadania e refúgio. Porém, tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas, pois ainda se observam desafios em relação ao acolhimento de refugiados. Sob essa ótica, destacam-se o impacto do preconceito favorecido pelos meios digitais e a falta de planejamento de infraestrutura urbana como os seus principais problemas a serem discutidos.
Primeiramente, nota-se o impacto do preconceito sobre refugiados, motivado pela utilização dos meios digitais. Tal ideia se alicerça no documentário “O Dilema das Redes”, realizado pela “Netflix”, o qual evidencia que os algoritmos selecionam postagens tendenciosas e preconceituosas para se destacar nas redes sociais, pois apresentam maior potencial de repercussão. Sob esse viés, essa metodologia corrobora o aumento dos casos de preconceito acerca dos refugiados, por meio da influenciação digital causado pela superexposição midiática aos usuários, causando uma má aceitação dessas pessoas na sociedade. Com efeito, o combate a essa problemática é fulcral para a conquista de um melhor acolhimento a esses migrantes.
Ademais, explicita-se a falta de planejamento de infraestrutura urbana no acolhimento de refugiados no país e no mundo. Sob essa ótica, destaca-se a a visão da ONU, Organização das Nações Unidas, a qual explica que a abordagem urbana contemporânea é fragmentada e anti-urbana para migrantes emergentes, destacando a vivência prolongada em campos de refugiados, sem a aplicação de uma plena cidadania e seus respectívos direitos. Sob esse raciocínio, a mitigação desse problema por órgãos estatais é essencial para evitar casos de desumanização e negação da presença desses refugiados proposto pela urbanização excluísta.
Desse modo, cabe ao Poder Legislativo — órgão responsável pela proposição de leis nacionais— melhorar o acolhimento aos refugiados, por meio da criação de leis que objetivem integrar esses indivíduos às cidades do país, visando oferecer empregos, educação e acolhimento aos migrantes. Obter-se-à, assim, uma sociedade mais justa, humanizada e próxima aos moldes da Carta Magna de 1988.