As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/11/2024

Diante dos desastres que estão acontecendo atualmente em alguns países, parte da população acaba optando pela emigração em busca de acolhimento e qualidade de vida, porém, os países desenvolvidos estão recebendo esses refugiados de forma violentas e com atitudes sub-humanas, o que evidencia a necessidade de ações efetivas. Portanto, é fundamental entender as causas deste fato e propor soluções viáveis para esse impasse social.

Em primeiro lugar, é válido destacar a ineficiência do Estado em acolher refugiados que chegam em busca de segurança. Nicolau Maquiavel já argumentava que o governante prioriza a manutenção do poder, muitas vezes em detrimento do bem comum. No mundo essa lógica se reflete nos constantes casos de deportações e assassinatos cometidos de forma injusta contra imigrantes que saem com a expectativa de fugir de conflitos e perseguições nos seus locais de origem, visto que a OMS registrou em 2021 mais de 300 vítimas de ataques de exércitos de países desenvolvidos contra estrangeiros.

Além disso, a indiferença da sociedade agrava o problema. Hannah Arendt, em sua teoria “Banalidade do mal”, explica que a passividade diante de injustiças a perpetua. Na Europa, o acolhimento não é tratado como prioridade pelos governantes, o que contribui com a perpetuação de medidas desumanas, pois, segundo uma pesquisa feita pelo jornal New York Times, 87% das pessoas que se mudaram em busca de melhor qualidade de vida se encontram em situações piores do que se encontravam em sua terra natal.

A fim de solucionar esse impasse, o governo, em parceria com a sociedade, deve promover campanhas permanentes de conscientização. Tais ações devem incluir palestras em escolas e comunidades com a finalidade de apresentar a importância do acolhimento para os refugiados, além de criar locais para abriga-los, fornecendo vida digna. Assim, será possível garantir segurança e oportunidades para essa parte da população.