As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 03/08/2025
No livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, o romance narra a história de uma família de cubanos que migra para os Estados Unidos buscando uma vida com me-lhores condições. Nesse viés, na realidade contemporânea. o fluxo migratório é crescente, especialmente com refugiados de países em situações de vulnerabili-dade. Assim, apesar da relevância da questão, a dificuldade no acolhimento dos i-migrantes refugiados ainda existe no Brasil hodierno, marcada pela falta de aten-ção governamental e pelos preconceitos sociais.
Precipuamente, é relevante destacar que o apoio governamental influencia dire-tamente no acolhimento de refugiados. Nesse sentido, o Estados Unidos de Trump, potência de maior influência mundial, tem pregado políticas anti-imigratórias, colo-cando essa parcela social em extrema vulnerabilidade. Consoantemente, o governo brasileiro ainda não prioriza essa pauta e se aproxima de um cenário como dos EUA, com refugiados aquém das políticas sociais, com direitos básicos dificultados e um número considerável de trabalho informal. Com isso, a legalização desses in-divíduos é negligênciada, incentivando o agravo do cenário exposto acima que im-pede as condições plenas para o acolhimento de refugiados.
Outrossim, os preconceitos sociais com imigrantes refugiados ainda é uma rea-lidade relevante no Brasil, impactando diretamente a problemática. Sendo assim, mesmo sendo um país que recebeu um número relevante de refugiados pós se-gunda guerra, especialmente da Ásia, a xenofobia ainda compõe a realidade brasi-leira, que acaba por ver esses indivíduos como um problema dentro do país, a par-tir de questões como a perda cultural, a competição no mercado de trabalho e o aumento da criminalidade. Desta forma, o fomento destas discussões contribui pa-ra o processo discriminatório que prejudica o acolhimento dessa parcela social.
Infere-se, destarte, que medidas acerca da atuação governamental e mentalida-de social devem ser tomadas. Portanto, o Ministério das Relações Exteriores, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos, deverá atuar em políticas de acolhimento, por meio da criação de mais cargos públicos nessa área, a fim de efetivar e fiscalizar a práxis das medidas propostas. A partir disso, o Brasil caminha-rá para um cenário acolhedor para refugiados e mitigará as dificuldades atuais.