As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil
Enviada em 27/05/2019
Alguns filósofos iluministas, como Montesquieu, estabeleceram a divisão de poderes, tendo a ideia de diminuir a concentração do poder e o abuso por parte de algum governante. Após isso,alguns seculos depois, a 1ª república do Brasil veio a ter ideia do poder Judiciário, que é assegurar a aplicação das leis. No entanto, a crise dos princípios morais na contemporaneidade, junto à morosidade da justiça, tornam o cenário um desafio à efetivação do pressuposto.'
Em primeiro plano, observa-se que a ausência do exercício de alteridade fere a aplicabilidade das leis e fere a isonomia. Isso ocorre porque, historicamente, as decisões políticas e judiciais sempre foram focadas nos interesses da minoria, de maneira a negar os direitos propostos em emendas e artigos para os demais cidadãos. Dessa forma, a conveniência elitizada sobrepõe os valores éticos e morais.
De fato, a desproporção entre o aumento do número de leis e a baixíssima quantidade de profissionais tornam o conteúdo impreciso durante as análises judiciais, de modo a postergar muitos processos. A ausência de aprimoramento nos materiais e a insistência em mecanismos manuais, tais como a utilização de fichas e o armazenamento em escaninhos, configuram o sistema como obsoleto
Percebe-se que o Poder Judiciário brasileiro necessita de alvará para solucionar as dificuldades, com o objetivo de eliminar negativas culturais, o Ministério da Educação deve implementar nos currículos educacionais o Direito usual, a fim de ensinar as crianças o exercício pleno da cidadania, além de fomentar o caráter de alteridade, de modo a desenvolver futuros cidadãos maduros eticamente e moralmente. Poderia, também, reduzir e simplificar as leis para que as interpretações duvidosas sejam amenizadas e o andamento processual seja efetivo.