As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil

Enviada em 02/08/2019

Consoante o filosofo e sociólogo Zygmunt Bauman, " Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas". Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, posto que o poder judiciário brasileiro têm dificuldades de exercer sua função perante a sociedade. Isso ocorre ora em função do despreparo civil, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que o mau funcionamento do poder judiciário é fruto do despreparo civil de lidar com conflitos que ocorrem na sociedade. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, o indivíduo, sem preocupação de conciliação, acaba levando problemas  para o jurídico que, muitas das vezes, pode ser resolvido com uma simples conversa, corroborando assim um poder judiciário extremamente saturado de processos. Esse panorama se evidencia, por exemplo, segundo o CNJ- conselho nacional de justiça-  em todos os tribunais federais, estaduais e municipais, dado que 65% dos processos seriam resolvidos com uma simples mediação. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à possibilidade de um bom convívio social.

Outrossim, é imperativo pontuar que o desmazelo com o poder judiciário brasileiro, deriva, ainda, da baixa atuação do setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao se observar a falta de juízes, promotores, escrivães, entre outros, corroborando assim uma baixa eficiência do setor judiciário que, segundo o portal de notícia o globo, 73% dos processos em tramitação estão sem decisão. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a falta de preparo do poder judiciário brasileiro. Para tanto, cabe ao Ministério da educação-ramo do estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre a importância de manter um bom diálogo na sociedade, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio de mídia de grande alcance, para que o sujeito aja em busca deu uma vida menos turbulenta. Ademais, o Ministério da justiça e segurança pública deve aumentar seu quatro de funcionários, contratando, por meio de concurso público, novos juízes, promotores e escrivães. Espera-se, com isso, que o poder judiciário brasileiro fiquei menos caótico e mais harmonioso e, assim como Zygmunt Bauman defendia, transformar essa crise  em reação contra essa problemática