As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil

Enviada em 12/08/2019

“Guerra improvável, paz impossível”, Raymond Aaron disse e resumiu a Guerra Fria. Porém, em um contexto sócio-histórico onde a população aumentou exponencialmente e o número de juízes não seguiu essa demanda, é evidente que o sociólogo francês resumiu também a questão das dificuldades do poder Judiciário. Isso, entretanto, levanta a seguinte questão: como o Brasil, uma sociedade em constante mudança social, pode ter paralisado no judiciário?

Com base em pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, isso acontece por uma falha do próprio governo e da sociedade em ignorar o judiciário como uma área e setor tão importante quanto a educação e saúde. Por conseguinte, a sociedade muda e torna-se cada vez mais ciente dos seus direitos, aumentando a demanda do que antes já era grande.

Nessa perspectiva, o poder Judiciário é cercado de burocracias que retardam que a justiça seja feita, causando revolta numa sociedade que passa a encarar o poder como lento e ineficaz. Paralelamente a isso, apesar das reclamações, a sociedade não cobra dos governantes, inevitavelmente colaborando para esse desfecho.

Dessa forma, a paz só deixará de ser impossível quando a sociedade passar a cobrar dos seus governantes uma justiça menos lenta. É preciso, portanto, que a sociedade crie consciência da importância de cobrar dos seus governantes para que atendam as demandas da área judiciária e assim a justiça aconteça.