As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil
Enviada em 08/08/2019
Na Grécia Antiga existia o conselho de anciãos, composto por homens com mais de 60 anos de idade, que tinha o poder de julgar os cidadãos, os estrangeiros e até o rei. Hodiernamente, no Brasil, os julgamentos são realizados pelo poder judiciário que enfrenta dificuldades devido ao elevado quantitativo de processos e a falta de métodos alternativos para o sentenciamento desses. Assim, faz-se necessário o uso de subterfúgios para a resolução dessa problemática.
A priori, consoante Gandhi, o futuro dependerá daquilo que se faz no presente. Sob esse prisma, o elevado e crescente quantitativo de processos, no presente, resultará no aumento do tempo hábil para a resolução de todos os casos e, como consequência, na redução da credibilidade da eficácia jurídica perante a população, num futuro próximo. Nesse sentido, visto que a demanda é superior a capacidade de atendimento, as dificuldades do poder judiciário no Brasil afetam não apenas aqueles que aguardam julgamentos dos seus processos mas também a confiança da sociedade no Estado. Desse modo, faz-se imprescindível, a dissolução dessa conjuntura.
Outrossim, a falta de métodos alternativos para solucionar processos mais simples e rotineiros, como o Procon e os Centros de Mediações, colaboram para a morosidade da justiça brasileira. Aliado a isso, a falta de investimentos na ampliação dessas metodologias representa uma dificuldade do poder judiciário no Brasil e um obstáculo para a resolução de inúmeros processos que demoram até anos para serem solucionados. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal uma vez que a segurança social está interligada ao trabalho desenvolvido por esse setor.
Destarte, é premente que o Governo, autoridade governante de uma nação, invista recursos na realização de concursos públicos com o fito de ampliar o números de funcionários atuantes no poder judiciário e assim agilizar os julgamentos dos processos por intermédio da ampliação e descentralização dos serviços para os Centros de Mediações e Procon e, como consequência, ampliar a eficiência do setor jurídico e sua moral perante a sociedade.