As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil

Enviada em 09/08/2019

É evidente que a política é essencial para o ordenamento e desenvolvimento da vida em sociedade, os gregos já sabiam disso no século  VIII a.C., quando desenvolveram as chamadas cidades-estados. Porém, mesmo depois de tanto tempo, com o desenvolvimento e aprimoramento das tecnologias e saberes, o poder judiciário brasileiro se encontra estagnado frente o número excessivo de demandas. Sendo assim, são necessárias medidas que sejam capazes de conter e modificar o atual cenário.

Em primeiro plano, há um fator que Sérgio Buarque de Holanda chamou de Cordialidade, em que muitas vezes as ações do impessoal e pessoal dos homens são confundidas. Ou seja, alguns possuem privilégios em detrimento de outros, devido a classe social a qual pertencem ou familiaridade com os agentes do sistema, sendo assim, muitos processos acabam sendo acumulados em concordância com a lentidão dos mesmos.

Outro fator que ilustra esse cenário é a estagnação no que tange a aparatos tecnológicos no ramo judicial, não há uma atualização precisa dos mecanismos para agilização dos processos, muitos deles são manuais e demorados, o que acaba por configurar o sistema como obsoleto. Além do mais, há uma demanda muito grande por processos frente à  baixíssima quantidade de profissionais disponíveis durante as análises judiciais. Sem dúvidas, o número cada vez maior de demandas são fruto de uma sociedade mais politizada, que buscam seus direitos, infelizmente, o sistema é falho e precário, o que acaba por comprometer esses direitos.

Destarte, a negligência do poder Judiciário compromete as ações da política e a vida dos cidadãos. Sendo assim, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Cabe ao Estado investir no aprimoramento de aparatos tecnológicos e administrativos para solucionar os conflitos que estejam nos processos, a fim de conter o acúmulo nos tribunais e acelerá-los. Só assim esse problema iria se atuar e a sociedade brasileira, seus direitos adquiridos.