As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil

Enviada em 13/08/2019

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida vivida no século XX. Nesse contexto, o Poder Judiciário entra como um suposto intermediador dos conflitos do homem contemporâneo, o qual, sobrecarrega o sistema judiciário com milhões de processos. Como ainda não há nenhuma metodologia que automatize parte dessas ações judiciais, a Justiça continuará com essas dificuldades.

O Poder Judiciário está visivelmente sobrecarregada, o que leva à uma lentidão na execução dos processos. Isso não ocorre pela falta de investimentos, já que são investidos cerca de 1,4% do PIB na área, mas sim, pela alta demanda que há no Brasil: em 2009 houve a ocorrência de 80 milhões de processos, um crescimento de 14% em comparação ao ano anterior.

No entanto, muitas dessas ações judiciais são triviais. Como por exemplo: divórcios,  adoção de menores e alvarás. Para essas situações, devem existir órgãos especializados que tratem desses assuntos,  adotando a estratégia de “dividir para conquistar”, idealizada por Napoleão Bonaparte.

Portanto, para solucionar esse problema da máquina judiciária, é necessário otimizar a execução dos processos. Para isso, o Supremo Tribunal de Justiça deverá criar órgãos especializados para atender demandas judiciais específicas, e desse modo, fazer uso da tecnologia para  automatizar a execução dos processos. Ao adotar essa metodologia, a Justiça deverá ser gradativamente desobstruída, a qual levará à uma maior agilidade dela.