As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil

Enviada em 13/08/2019

Brás Cubas o defunto autor de Machado de Assis diz em suas ‘‘Memórias Póstumas" que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Hoje ele perceberia acertada a sua decisão: a postura de muitos brasileiros à frente da falta de competência para solucionar problemas sociais banais através do diálogo, é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Contudo surge a problemática das dificuldades do poder judiciário no Brasil, que persiste profundamente a realidade do país, seja pelo acumulo de processos, seja pela falta de preparo dos órgãos públicos para lidar com a situação.

O Governo tem como principal dever manter o estado em ordem. Contudo, não é o que vem acontecendo no país. A falta de organização por meio do poder judiciário em rever e despachar processos incabíveis resultou em um verdadeiro caos. Segundo a ministra Cármen Lúcia, são mais de 80 milhões de processos aguardando decisões e apenas 16 mil juízes para julga-los, é notório que existe dificuldades na administração, gerando assim, abundância nos tribunais e engarrafamento nas ações.

De acordo com o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), para quase 2,3 cidadãos, existe um processo judicial. Isso é preocupante, pois, no cenário que o poder judiciário se encontra, fica difícil solucionar os problemas de todos; o que acarreta numa desesperança, podendo levar o indivíduo a querer fazer justiça com as próprias mãos, e assim gerar uma bola de neve sem fim. Já dizia Zygmunt Bauman: a falta de solidez nas relações sociais, explica a queda das atitudes éticas pela fluidez, a fim de atender os interesses pessoais aumentando o individualismo.

Infere-se, portanto, que as dificuldades do poder judiciário no Brasil é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, medidas são necessárias para solucionar o problema. Cabe ao (STF), Supremo Tribunal Federal em pareceria com o ,Governo e com o Ministério Público realizar campanhas mensais e mutirões sociais, com advogados e juízes, afim de reaver um acordo entre as partes prejudicas e as partes acusadas, afim de promover o bem estar mutuo dos envolvidos e desembaçar a desordem que está o poder Judiciário brasileiro e com pequenos ajustes resolver esse impasse.

recobrar da administração mais agilidade nos processos e procurar fazer um reconciliamento com as partes envolvidas para que assim ambos saiam satisfeitos com o acordo.