As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil
Enviada em 14/08/2019
Justiça tarda e falha
Como em um século que já se fala em carros movidos pela crescente tecnologia, ou em 3° Revolução Industrial, onde muitas questões administrativas do cotidiano são controladas por um aparelho de celular, encontramos, no Brasil, um judiciário tão estagnado? Isso se dá por uma sociedade que teve, e tem cada dia mais, ciência de seus direitos e passou a exigí-los de forma mais efetiva e por um poder que julga atolado de processos.
Em primeira análise tem-se uma população politizada que exerce seu direito, fruto da Constituição de 1988. Melhor inserido no âmbito público, o povo passa a recorrer à justiça em grande parte das situações em que se sente ameaçado. Assim sendo, o número de processos que são abertos na nação brasileira é elevado, o que exige um maior desempenho dos magistrados, que são qualificados, porém poucos e acaba se tornando passível de vereditos errados.
Outro aspecto que corrobora para a morosidade das tramitações é a burocracia. As organizações competentes, muitas vezes, são centralizadas demais, e, por pouca tecnologia presente, leva-se muito tempo no transporte dos dados necessários, além do tempo em que o processo fica parado aguardando a coleta desses. Muitas vezes esses autos, com tanta demora, acabam por se perder e cair no esquecimento, permitindo assim, uma brecha para que a injustiça se aloje.
Logo, é necessário que a ciência inovadora seja implantada de forma notável, por meio do Estado, para que haja informatividade e interação, tanto daqueles que recorreram à justiça, como das unidades administrativas. Assim, tirar-se-á a sobrecarga dos juízes e auxiliares e uma população que confia que vai ser respondida.