As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil
Enviada em 14/08/2019
A balança da justiça é um dos mais fortes e conhecidos símbolos do direito e da justiça, que deve permanecer em equilíbrio nas mãos da deusa Thêmis. No entanto a balança judicial brasileira está totalmente desequilibrado, pois o poder judiciário passa por inúmeras dificuldades devido a morosidade judicial que afeta grandemente o país.
O número exacerbado de leis, é um dos fatores para tais demora nos processos, atualmente o Brasil conta com aproximadamente 180 mil leis, numero este muito elevado comparado com outros países, principalmente os Estados Unidos que tem 27 leis apenas, essa tal proporção acarreta inúmeras interpretações, o que prolonga a conclusão de um processo.
Além disso, os cidadãos evoluíram e hoje na Era Digital, conhecem mais a fundo seus deveres e principalmente seus diretos, consequentemente acabam usufruindo melhor do poder judiciário para solucionar inúmeros casos, dos mais simples ao mais complexos. Isto mostra que a sociedade evoluiu, mas o judiciário ficou estagnado no tempo.
Outro fator importante é a falta de material humano capacitado, que reduz ainda mais eficiência nas resoluções dos casos, o país necessita de mais profissionais na área para dar uma “desatolada” na papelada e resolver casos, antes que os requerentes venham a óbito como ocorre muito atualmente. A realidade brasileira é aproximadamente 15 mil casos para cada juiz, número este enorme e complexo para uma analise a fundo.
Por tanto para melhorar a situação judicial brasileira é necessário criar um padrão de interpretação das leis e até mesmo diminuir e melhorar sua quantidade, para simplificar os julgamentos. Precisa também implantar ou melhorar o serviço de mediação, que resolve os casos que estão ao seu alcance sem precisar dos juízes, diminuindo assim, grande parte dos casos menos relevantes. Além disso é necessário recrutar mais mão de obra capacitada, só assim conseguiremos estabelecer novamente o equilíbrio na balança e evitar a famosa “justiça com as proprias mãos”.