As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil
Enviada em 24/06/2020
Após a Constituição de 1988, os cidadãos brasileiros começaram a ter direitos democráticos. Um deles foi a isonomia, assim, todos seriam tratados igualmente pela justiça. Embora essas conquistas tenham sido essenciais para a construção de uma sociedade justa e pacífica, o poder judiciário enfrenta diversas dificuldades no Brasil, principalmente, a lentidão, causada pela cultura de judicializar conflitos e pela falta de servidores da área.
Em primeiro lugar, é válido considerar a judicialização de desavenças como uma das principais dificuldades do poder judiciário. Nesse sentido, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman coloca a “modernidade líquida” como uma característica da sociedade contemporânea. Segundo o escritor, as pessoas estão com relações cada vez mais superficiais. Assim, discordâncias simples, pela falta de comunicação, já servem de pretexto para processos, o que sobrecarrega os tribunais.
Em segundo lugar, coloca-se a falta de profissionais do setor como outro forte obstáculo. Com base nisso, consoante o filósofo chinês Confúcio “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Dessa forma, a demora dos processos faz com que criminosos sintam-se impunes e, consequentemente, cometam novos crimes. Dessarte, é inadmissível que uma sociedade que prese pela ordem, aceite um baixo número de juízes, escrivães e promotores.
Portanto, as dificuldades do judiciário são evidentes e possuem forte relação com o alto número de processos e à falta de investimento. Assim sendo, o governo deve, por meio de concursos públicos, abrir novas vagas para funcionários desse poder, priorizando as regiões que apresentam um maior número de causas, a fim de diminuir a lentidão e aumentar a eficiência das ações judiciais. Além disso, cabe ao legislativo o papel de criar leis mais objetivas, a fim de evitar litígios desnecessários. Desse modo, será possível viver em um país mais justo e pacífico, que respeite e cumpra os valores constitucionais.