As dificuldades do Poder Judiciário no Brasil

Enviada em 04/09/2020

Thomas More, a partir da narração do livro “utopia”, traz a tona a realidade fictícia de uma ilha onde não se havia qualquer tipo de problema e beirava a plenite. Contudo, a realidade se mostra distante da idealização hodierna de tal ficção, lidando com disfunções como no poder judiciário brasileiro. Portanto, cabe-se analisar tanto a elitização da justiça , quanto a precária ressocialização nos presídios como fatores que cercam esse cenário adverso.

A princípio, cabe analisar que é trivial a ausência da aplicabilidade da isonomia dentro da justiça brasileira. Isso ocorre pois a história se configurou nos interesses burgueses e nobres, portanto, as decisões jurídicas e politicas foram sempre pautadas de uma forma benéfica a essa minoria controladora. Dessa forma, a influencia histórica consuma a anulação a proposta principal da Constituição Federal de 1888, a qual afirma que o poder emana do povo, findando a distinção perante a lei.

Ademais, cabe analisar que depois de todo processo burocrático, os presídios brasileiros enfrentam diversos problemas e dentre eles a falta de um processo de ressocialização, corroborando para um ciclo vicioso onde os presos preferem a voltar ao crime do que buscarem uma vida digna. A partir dessa conjuntura, Foucalt propaga a obra “vigiar e punir”, onde ele abrange a ideia de que a punição através da disciplina é capaz de mudar as realidades e se for realizado o oposto, a violência sera apenas cultivada.

Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto.