As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/08/2025
A formação etnocêntrica do povo brasileiro - iniciada no século XVI com a colonização portuguesa - trouxe consigo um sistema baseado na exploração.Atualmente, de forma análoga a história colonial Brasileira,essas formas de controle foram ressignificadas e ecoam no setor laboral. Passaram-se cinco século e tais problemáticas se perpetuam na nação.Tal fator ocorre em decorrência da: banalização do horror e a colonização da vida.
Diante desse cenário, é imprescindível inferir a banalização como fator crucial no impedimento do ingresso de jovens no mercado de trabalho. Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman argumenta, vivemos em uma sociedade que normalizou questões desumanas. Análogo a isso,infere-se a dificuldade da aquisição de emprego, uma vez que motivada pela ambição monetária. Além disso, os jovens tornaram-se reféns da lógica competitiva, que os obriga a se qualificar incessantemente-caso queiram não ser rotulados de “vagabundos”, por exemplo-. Logo é imperativo agir sobre o entrave a fim de valorizar a vida.
Ademais, é necessário identificar a colonização de princípios como cerne da problemática. De maneira semelhante o filósofo Zygmund Bauman, a sociedade quantifica não apenas bens materiais, quantifica seus valores. Diante desse prisma filosófico, as concepções humanas têm sido rompidas em decorrência da lógica capitalista. Esse fator cultiva a individualidade e consequentemente o desemprego, uma vez que indivíduos preocupam-se apenas com aquisição monetária para alimentar seu consumismo e reforçar falácias como a meritocracia. Então, torna-se imperiosa a correção imediata dessas falhas.
Infere-se, portanto, que a banalização da desumanização e a colonização dos valores, configuram-se como dois fatores fomentadores das dificuldades do ingresso ao mercado de trabalho por jovens. Diante disso, o Governo Federal juntamente a o Ministério da Fazenda e da Educação devem promover a mitigação dos efeitos capitalistas na valorização humana. Isso pode ser feito através de campanhas escolares e da fiscalização da efetividade da legislação econômica,a fim de romper estereótipos e possíveis corrupções. Assim, o Brasil cessará sua história de exploração perpetuada a cinco séculos.