As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 05/02/2026
A Revolução Industrial estabeleceu uma estrutura de trabalho que perdura até a
contemporaniedade, modificando a visão social sobre a mão de obra, que foi desvalorizada. Nesse sentido, a nova configuração de produção e de sociedade após a revolução contribuiu para surgir essa histórica precarização do trabalho que impede a juventude de entrar no mercado trabalhista.
Nessa perspectiva, é notável que o mercado de trabalho prevalece ofertando va-gas precarizadas para os jovens. Nesse viés, o sociólogo Karl Marx defendia a ideia que a perca do valor da mão de obra contribuiu para a exploração do trabalhador pelo sistema capitalista. Com isso em mente, a manutenção das dificuldades para a inserção dessa parcela advém de empregos escassos e precários, de modo que a informalidade se torna uma opção mais viável à nova geração. Dessa maneira, a medida que o trabalho se tornou uma mercadoria se normalizou condições de subempregos as quais as pessoas são submetidas, e esse recorte se intensifica com a baixa quantidade de vagas ofertadas e a sua remuneração insuficiente, viabilizan-do uma ótica criada de que o trabalho de carteira assinada é um esclavagismo do mercado contra o trabalhador, este que não recebe total valor do seu esforço.
Ademais, é perceptível que a ineficiência dos direitos trabalhista mantêm a prefe-
rência dos jovens trabalhadores pela informalidade. Nessa ótica, a obra literária “A Metamorfose” do autor Franz Kafka critica a desumanização do trabalhador, no livro o protagonista Sansa sofre uma transformação e tornar-se um inseto, e a sua impossibilidade de trabalhar foi a preocupação primordial. Com isso em mente, por meio de uma narrativa metafórica, o autor discorre sobre a valorização do ser humano estar ligada a sua produtividade no trabalho. Analogamente, a ficção se assemelha à realidade, de modo que os direitos trabalhistas existem na tentativa de humanizar os trabalha-dores, e ainda assim os mesmos são insuficiêntes para cumprir as demandas exigidas para ter-se uma vida plena.
Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho em junção com as Instituições Privadas, como o Sistema S, oferecer qualificação a juventude, por meio de cursos técnicos e especializantes - que deverão ter preços acessíveis - para que possibilite facilitar o ingresso dos jovens na vida profissional em empregos dignos.