As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 12/10/2018

A Declaração  Universal dos Direitos Humanos,promulgada em 1948 pela  ONU,assegura a todos os indivíduos o direito à trabalho e ao bem-estar social.No entanto,uma parcela de jovens não experimentam esse direito na prática,uma vez que o mercado de trabalho vigente exige uma maior qualificação profissional.Nesse contexto,cabe analisar a falta de políticas públicas e o sistema educacional.

Em primeiro plano,o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial.Entretanto,com a atual crise econômica e a recessão que o país enfrenta,muitos jovens enfrentam dificuldades para ingressarem no mercado de trabalho.Sob esse viés,a falta de incentivos  do Estado em políticas públicas que visem a inserção e qualificação profissional desses jovens provoca o desemprego estrutural.De acordo com dados do IBGE, jovens entre 18 e 24 anos representam 32% do total de desempregados no Brasil.

Outrossim,a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país.Segundo a teoria da tábula rasa do filósofo John Locke: “O ser humano é como uma tela em branco que é preenchido por experiências e influências”.Tomando como norte a máxima do autor,o mercado de trabalho procura profissionais qualificados e com experiência,porém com a má formação educacional de muitos jovens dificulta a sua inserção em cursos superiores, concursos e,posteriormente,no mercado de trabalho.Com efeito,os jovens ficam a mercê de empregos informais.

Torna-se evidente,portanto,que medidas são necessárias para alterar o cenário vigente.Logo,cabe ao Ministério do Trabalho,em parceria com empresas privadas,por meio de projetos,criar cotas que insiram jovens no mercado de trabalho,com o fito de mais jovens adquirirem experiência.Ademais,o Ministério da Educação,por intermédio de cursos técnicos,deve ministrar nas instituições de ensino cursos profissionais,de acordo com as necessidades de cada região,a fim de que jovens saiam do ensino médio e entrem no mercado de trabalho.