As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/10/2018

Promulgada em 1988, a Constituição Brasileira assegura a todos os indivíduos os direito à educação e ao trabalho. Conquanto, os elevados e crescentes índices de desemprego entre os jovens privam essa parcela da população de exercer, plenamente, sua cidadania. Nesse contexto, no Brasil contemporâneo, torna-se evidente que a escassez de empregos para jovens é um desafio, a qual ocorre devido não só o elevado efeito tecnológico, mas também à escassez de uma educação de qualidade.

Primordialmente, é válido analisar a influência dos meios tecnológicos na falta de empregos. Sob tal enfoque, percebe-se que desde as primeiras revoluções industriais e a ascensão do capitalismo ocorreu um processo de substituição gradativa de pessoas por maquinas. Nesse sentido, com a evolução tecnológica os meios maquinários ficam,muitas vezes, mais eficientes e lucrativos que uma pessoa. Por conseguinte, torna-se irrisória a geração de empregos no setor industrial,corroborando,hodiernamente, para os 13 milhões de desempregados o IBGE.

Ademais, é notório que há uma demasiada exigência de experiência e educação no processo de empregar pessoas. Assim, os jovens que não cursam ou que ainda fazem faculdade não possuem um currículo satisfatório para o empregador, contratando pessoas  mais velhas que possuem experiência no mercado de trabalho. De maneira análoga, segundo pesquisas divulgadas pelo jornal “Folha de São Paulo” em 2016, cerca de 30% dos jovens que procuram empregos estão desempregados.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para uma elevação de jovens que ingressam no mercado de trabalho. Dessa forma, aos órgãos governamentais,cabe, através do Ministério da Educação, promover ainda no ensino médio, aulas e cursos opcionais que capacitem os alunos para conseguirem empregos, sem haver a necessidade de cursar uma faculdade. Outrossim, é de suma importância que o poder público faça uma desburocratização no processo de abertura de empresas, com o intuito de ter mais empresas no Brasil e, consequentemente, mais empregos. Apenas sob tal enfoque, poder-se-á garantir aos jovens, como proposto na Constituição, empregos e uma qualidade de vida melhor.