As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/10/2018

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao trabalho e ao bem-estar social. Conquanto, as dificuldades de integração ao mercado de trabalho impossibilita que a população mais jovem desfrute desse direito universal na prática. Não só porque há ausência de incentivos nas escolas para a preparação profissional, mas também a falta de espaço nas empresas para a população mais jovem fazem com que ocorram dificuldades na hora dos mesmo em ingressarem no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro lugar, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na discrepância do ensino em garantir educação profissionalizante para os alunos, de maneira que o desemprego entre os jovens brasileiros seja ascendente. Apesar do avanço ao combate ao desemprego, o número de desempregados ainda é grande. De acordo com o IBGE, 57% da população jovem encontra-se sem emprego. Nesse contexto, ficam evidentes o papel da educação profissional no combate ao desemprego juvenil.

Faz-se necessário, ainda, salientar a falta de do emprego exclusivo para jovens em empresas brasileiras como impulsionador do problema. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, na sociedade contemporânea emerge o individualismo nas relações humanas. Ademais, as empresas optam pelo mais experiente visando a alta produtividade, descartando assim, a possibilidade de contratar um estagiário jovem. Também é possível somar aos aspectos supracitados o evidente caráter duvidoso que o empregador dispõe sobre o empregado jovem, haja vista a contratação exclusiva de funcionários mais velhos e com maior experiência.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Educação implantarem em todas as escolas brasileiras o ensino profissionalizante no boletim escolar, contratando professores de base técnica para que o ensino de cursos profissionalizantes hajam como impulsionador positivo para o ingresso de jovens no mercado de trabalho. Além disso, o Governo deve incentivar as empresas por meio de palestras com alunos da base técnica a contratarem estagiários jovens para os cargos exercidos pela parcela da população mais velha, possibilitando que o desempregado juvenil tenha um estágio qualificado. Dessa forma, o Brasil poderá superar o desemprego entre os jovens.