As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/10/2018

No século XVII, com o advento das máquinas, que substituíam os humanos nas indústrias, milhares de artesãos perderam os seus empregos, esse período conhecido como I Revolução Industrial foi o primeiro da história que pôs em pauta a questão do desemprego. Nesse sentido, o Brasil passa por uma crise laboral em que os jovens não estão conseguindo vagas para se empregar. Sob esse viés, medidas precisam ser estabelecidas para garantir aos jovens que esses possam trabalhar e, dessa forma, contribuir ativamente para o crescimento econômico do País.

Em primeira análise, há preferencia do empresariado em contratar empregados que são mais experientes. Isso se prova em uma pesquisa realizada pelo Instituto de  Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na qual entre jovens de 15 a 24 anos, 56% daqueles que já tiveram experiências empregatícias passadas conseguiram uma vaga de emprego, em paralelo, apenas 36% daqueles que nunca trabalharam tiveram êxito. Portanto, esses dados demonstram que os empresários preferem empregar pessoas mais experiente e, como consequência, com maiores chances de se adaptar à realidade empregatícia. Isso ocorre pois o Brasil apresenta entraves burocráticos para a contratação e demissão de funcionários, dessa forma, a tendência geral do mercado é apostar na opção que apresente menor risco financeiro.

Outrossim, o Brasil passou por uma crise financeira que reduziu a produção do País e, portanto, ocasionou a diminuição das vagas laborais. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto do País caiu de 2.4 bilhões de dólares em 2014, para 1.6 bilhões de dólares em 2018. Nesse contexto, pode-se inferir pela redução de produção do país que muitas empresas faliram, ou reduziram a sua produção. Assim, fica claro que a economia é um fator determinante no fenômeno do desemprego de jovens, pois o empresariado em um contexto de crise e, consequentemente, redução de vagas, em geral, opta por manter os seus empregados mais experientes ante os jovens.

Como se observa nos fatos supracitados, os jovens sofrem um fenômeno de desemprego devido ao contexto econômico do país e pelas burocracias jurídicas. Desse modo, o Estado deve impulsionar a contratação de empregador, por meio de permitir a negociação de direitos trabalhistas entre o empresário e o funcionário, além de privatizar as empresas estatais e diminuir o poder dos órgãos de regulação. Busca-se com essas medidas que a abertura do mercado gere novas vagas laborais e a redução da burocracia jurídica reduza os riscos dos empresários em contratar os jovens. Ademais, o País necessita estimular que os alunos dos cursos superiores desenvolvam Startups. Somente assim o Brasil conseguirá garantir vagas de emprego para quem não possui experiência de trabalho.