As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 23/10/2018
Durante a Revolução Industrial houve um aparecimento massivo das indústrias e isso possibilitou o aumento significativo dos empregados. No entanto, com a automação os empregos ficaram cada vez mais concorridos, assim aumentando a concorrência entre jovens e adultos. Logo, o número de desempregados ascendeu, seja por apatia governamental, seja pela falta de representatividade da classe no poder executivo.
É de extrema importância pontuar que segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os mais atingidos com o desemprego são os jovens, e isso lhes dá autonomia para reivindicar seus direitos que não estão sendo cumpridos, pois segundo o Artigo 14 da Constituição, todo jovem tem direito ao trabalho e a profissionalização.
Em segundo lugar, a falta de educação, profissionalização e oportunidades de emprego, geram consequências, muitas vezes irremediáveis, pois ao serem descartados pela falta de experiência, são deixados a margem da sociedade, tendo em vista algumas opções, como vagas no mercado informal, o famoso “viver de bico”, sendo privado de todos os direitos de um emprego formal; ou a criminalidade. Dessa forma, tornando o cenário dos jovens ainda mais alarmante.
Portanto, indubitavelmente, medidas governamentais são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério do Trabalho propor isenções fiscais para empresas contratarem mais jovens inexperientes. Além disso, uma maior divulgação nas escolas, através de palestras pelo Ministério da Educação, de projetos como o jovem aprendiz. Outrossim, são cursos profissionalizantes, como informática, inglês - não só como uma disciplina durante a semana, mas cursos gratuitos nas escolas. Ademais, construções de mais escolas técnicas, como a Etec nas periferias. Desse modo, a realidade de inúmeros jovens seria alterada e o cenário preocupante da criminalização diminuiria.