As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/10/2018

A concorrência no mercado de trabalho aumenta a cada dia, sobretudo em períodos de crise econômica, tal qual o Brasil vivencia. À medida que ocorre mudanças na demanda, os critérios de avaliação para vagas de empregos se tornam mais específicos. O manuseio de ferramentas como Word e Excel, bem como a navegação na internet, passaram a ser tão básicos quanto ligar um aparelho a tomada. Assim, maiores exigências diminuem as chances dos jovens ingressarem no mercado trabalho, sendo a falta de experiência e inadequação da formação ao mercado seus agravantes.

A corrida do primeiro emprego começa quando o jovem está no ensino médio ou quando o termina. Entretanto, sem experiência no mercado e apenas com o certificado de conclusão do ensino médio em mãos, ter a carteira assinada torna-se difícil para o jovem. É tanto que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a probabilidade de os jovens que nunca trabalharam conseguirem um emprego é 64% menor do que o jovem que já trabalhou. Ou seja, sem experiência não há oportunidade e, consequentemente, sem oportunidade não há experiência, fazendo com que a juventude fique presa num ciclo paradoxal de desemprego.

Não só os jovens secundaristas sofrem este problema, como também os graduados. Apesar de a geração da atualidade ser a que mais tem acesso à informação e domínio das ferramentas tecnológicas, que são base do mercado, não acompanham a evolução destas na formação profissional. Levando em consideração que os cursos superiores duram no mínimo quatro anos, o jovem formado se encontrará ultrapassado em relação às futuras exigências do mercado uma vez que não foram conteúdo na grade curricular. Por conseguinte, o recém formado estará fora do perfil profissional, ou encontrará uma função abaixo do seu nível de formação.

É lamentável que mentes com potencial sejam desperdiçadas por falta de oportunidade. Portanto, os governos estaduais, com auxílio da União e Ministério da Educação, devem investir na formação profissionalizantes para estudantes de ensino médio através das escolas técnicas, com foco nas áreas de atuação de cada região. Além disso, o Ministério do Trabalho deverá fortalecer o Programa de Jovem Aprendiz  exigindo por lei para empresas, determinando um quantitativo de vagas proporcional ao número de empregados. Por fim, cabe ao Estado fornecer para os graduandos, ao longo da formação, cursos semestrais com foco nas atualidades do mercado e a profissão em questão. Desta forma, com experiência, a juventude ganhará passos na corrida do primeiro emprego.