As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/10/2018

Em qualquer sociedade, a população jovem tem grande importância para o bem estar econômico e social, uma vez que representam o futuro próximo da nação. Nesse sentido, a adequação dos mesmos ao mercado de trabalho é, sem dúvidas, essencial. Não obstante, fatores como inexperiência, alta concorrência, e exigência dos contratantes limitam as expectativas dos indivíduos que estão iniciando a vida profissional.

De acordo com o mesmo raciocínio, consoante as teorias do filósofo Zygmunt Bauman, na sua obra “Modernidade Líquida”, os trabalhadores do século XXI traduzem a liquidez dos tempos modernos diante da dinâmica de mudanças constantes das empresas e dos modelos de trabalho. Assim, pode ocorrer um descompasso entre a formação acadêmica dos jovens e as posteriores exigências de um mercado dinâmico. Diante dessa conjuntura, muitos são descartados e têm suas oportunidades minadas.

Sob o mesmo raciocínio, de acordo com levantamentos do IPEA, as chances de jovens, os quais nunca trabalharam, serem contratados é 64% menor em relação àqueles com experiência. Com isso, cria-se um cenário de desigualdades quanto à empregabilidade desse grupo, evidenciando um problema social capaz de desestimular os trabalhadores iniciantes que, apesar de capacitados, não encontram as devidas oportunidades.

Diante de tais questões, torna-se urgente uma intervenção no que tange os entraves na inserção dos mais jovens no mercado de trabalho. Nesse contexto, o Ministério do Trabalho deve criar políticas de adoção, por parte das empresas, de vagas destinadas, necessariamente, a candidatos jovens e sem experiência prévia. Inicialmente, devem trabalhar na condição de estagiários, ajudando-os a aprender na prática, aumentando, portanto, suas chances de serem contratados, de forma definitiva, tanto na própria empresa como em outras de mesma área. Ao mesmo tempo, cabe ao Governo Federal destinar verbas para as micro e pequenas empresas para que possam pôr em prática a ação do Ministério do trabalho. Assim, é possível reduzir essa dramática e injusta situação.