As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 22/10/2018

De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, é dever estatal construir uma sociedade justa, garantindo o desenvolvimento nacional. Entretanto, as dificuldades de ingressar no mercado de trabalho encontradas pelos jovens nesse ínterim, demonstram que a ação legal encontra-se distante da efetivação. Nesse contexto, cabe analisar os fatores motivadores da conjuntura, como a inobservância governamental em relação à falta de oportunidades e a preferência por pessoas experientes.

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman algumas instituições sociais -dentre elas, o Estado- perderam sua função social, mas conservaram sua forma. Nessa lógica, é notório que o Governo se identifica como uma “instituição zumbi”, pois não compre sua função de disponibilizar vagas de empregos para todas as pessoas igualmente, especialmente para os jovens, visto que há falta de mais programas técnicos para o primeiro serviço, afinal, apesar de haver, como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), não são suficientes. Tal fato pode ser comprovado pelos dados da Trendsity e do McDonald’s, na qual afirmam  que 69% da juventude está desempregada por falta de oportunidade.

Vale refutar, outrossim, que outro fator preponderante é a simpatia por pessoas mais experientes para os cargos de trabalho.  Segundo, um levantamento feito IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual da População em Idade Ativa (PIA) com 11 anos ou mais de estudo passou de 46,7% para 63,8%. Indubitavelmente, as empresas optam por pessoas com experiência por estas terem habilidades exigidas, como o conhecimento, no entanto, hodiernamente, grande parte dos jovens, apesar de nunca terem ingressado no mercado de trabalho, são qualificados e tendem a contribuir para as empresas, haja vista que, devido à era digital -a era da informação-, muitos estão se aperfeiçoando com cursos profissionalizantes, por exemplo. Diante disso,  é fundamental medidas para mudar essa situação, uma vez que é de suma importância o ingresso dessa população no mercado de trabalho.

Destarte, a falta de oportunidade juvenil aliada à concorrência injusta com os mais velhos corroboram para o entrave. Assim, é mister o Estado cumprir sua função, mediante a criação a de mais programas como o  Pronatec, com mais vagas em todos o país, a fim  de aumentar as oportunidades de primeiro emprego para os jovens. Ademais,é imprescindível que o Ministério do Trabalho contribua para o ingresso no mercado de trabalho, por meio da parceria com o Ministério da Fazenda, para este diminuir os impostos das empresas que contratarem jovens recém-formados, como também os que não tenham ensino superior, mas tenham capacidade -identificada na entrevista- para o cargo, com o fito de proporcionar o direito ao primeiro emprego. Com isso, o Estado  construirá umas sociedade justa.