As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 22/10/2018
Em Setembro de 2015, na sede da ONU, 193 países acordaram uma série de objetivos de desenvolvimento sustentável, que ficou conhecido como Agenda 2030. Nela está incluso assegurar para os indivíduos trabalho decente e crescimento econômico. Contudo, o que vemos na realidade é uma crescente taxa de desemprego, e um dos grupos mais prejudicados é o dos jovens. Nesse sentido, deve-se analisar as dificuldades desses de ingressarem no mercado de trabalho.
Em primeira análise, é necessário explanar-se que a a maior dificuldade que os jovens encontram na hora de procurar um emprego se dá pela polarização das oportunidades existentes. Isso porque, para arrumar um trabalho, é necessário ter experiência, ou aceitar algo abaixo de suas habilidades, ganhando muito pouco. Assim, vemos que não há uma inserção correta desse e por consequência disso, os postos de trabalho e empresas ficam designados para pessoas mais velhas e mais experientes, fato comprovado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que mostra que o desemprego entre a juventude está três vezes maior que entre as demais classes trabalhadoras.
Outra questão importante, a ser analisada, é o método de educação precária e atrasada da escola e universidade tradicional brasileira. A pedagogia retraída e nada criativa dessas instituições, educa essas pessoas a prestar uma prova em suas vidas escolares e universitárias e nada mais que isso. Por consequência disso, a jornada por procura de uma ocupação remunerada fica ainda mais difícil, pois o trabalhador em potencial, despreparado e destreinado acaba perdendo sua vaga. Até mesmo depois da universidade, com diploma na mão, o jovem fica desempregado, segundo o jornal Nexo, o que mostra a falta de uma maior aproximação entre as empresas e as instituições educacionais. Tal fato somado à polarização já existente, potencializam o problema, o que acarreta um quadro muito grave de baixa empregabilidade desse grupo social.
É imprescindível, portanto, um imediato plano de ação com o desígnio na melhoria dessa problemática. Para tanto, o Ministério da Educação deve implementar, dentro do âmbito educacional e de formação, mais cursos técnicos e palestras a fim de elevar as chances de inserção, já que o jovem sai de dentro dele com um currículo profissional e bem direcionado. Essa ação deverá ser realizada por meio de tutores treinados especificamente para invocar as suas aptidões e habilidades. Além disso, o Governo Federal deve garantir uma maior aproximação de empresas e tais âmbitos, fazendo uma ponte com programas, estágios e bolsas remuneradas. Espera-se, desse modo, que os profissionais que o mercado procura atualmente estejam mais maduros e preparados para assumir os desafios das organizações e do empreendedorismo.