As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 24/10/2018
No clássico mundial “Admirável Mundo Novo”, livro do escritor inglês Aldous Huxley, o leitor se depara com uma sociedade extremamente organizada, de modo que cada cidadão possui um emprego e a sua função. Hodiernamente, no entanto, essa não é a realidade para mais de 13 milhões de brasileiros que estão desempregados. Dentre esses, quase 20% são jovens, que encontram inúmeras barreiras para ingressas no mercado de trabalho, seja pela falta de experiência no ramo laboral, seja pela crise econômica que assola o Brasil.
Convém ressaltar, a princípio, que a busca por uma maior escolaridade pelos jovens entra em conflito com os interesses de diversas empresas. Em vista disso, em muitas entrevistas de emprego, indivíduos recém formados são substituídos por outros que já tenham mais experiência para a função desejada. Assim, jovens graduados são frequentemente rejeitados por não possuírem qualificação ou experiência desejada pelo empregador. Ademais, a escola, cujo papel é desenvolver as mais diversas áreas do conhecimento, é falha no âmbito de preparação para o mercado de trabalho e, segundo pensamento do filósofo romano Sêneca, a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.
Outrossim, a crise econômica que o Brasil enfrenta torna nefasta a condição de que busca por uma oportunidade de trabalho. Dessa forma, muitos jovens optam pela informalidade ou por serviços aquém de suas capacidades, assim, a porcentagem que tem como primeiro emprego uma atividade informal passa de 51% quando avaliados também jovens que já trabalharam. Ciente disso, o governou aprovou a lei de Menor Aprendiz, a qual estabelece que as empresas de grande e médio porte devem ter cerca de 5 à 15% de seus funcionários como aprendizes. Nota-se que leis como esta facilitam a entrada de jovens no mercado de trabalho, todavia, com a falta de uma fiscalização efetiva, muitas deixam de cumprir, preferindo não contratar jovens sem experiência.
Urge, portanto, que a dificuldade de ingresso dos jovens no mercado de trabalho seja, urgentemente, discutida. O Governo, buscando ampliar a inserção de jovens no ramo laboral, deve incentivar e investir em programas como o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a fim de oferecer meios para quem busca o primeiro emprego conseguir experiência na área desejada em uma empresa. Ademais, as empresas, em parceria com as instituições de ensino, podem oferecer um maior número de vagas para Menores Aprendizes, oferecendo estas para alunos que se destaquem nas escolas, assim, além de os jovens conseguirem experiência para futuras oportunidades de emprego, são incentivados para manter dedicaçao aos estudos.