As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 25/10/2018

O Brasil conta com a existência da chamada “Lei da Aprendizagem”, que institui que empresas de médio e grande porte devem ter uma porcentagem de pelo menos 5% de jovens entre 14 e 25 anos empregados como jovens aprendizes. Entretanto, apesar da existência desse mecanismo, ainda são vistos muitos entraves na entrada do jovem no mercado de trabalho, tais como a experiência exigida pelas empresas, e que contribuem para o aumento do trabalho informal na população. É notável, assim, que são necessárias ações que revertam o quadro.

Primeiramente, é importante notar que a resistência das empresas ao emprego de trabalhadores mais novos, como o não cumprimento da Lei da Aprendizagem, constitui um dos maiores desafios ao fim do desemprego juvenil. Na medida em que esse preconceito permanece na sociedade, o jovem fica preso em um limbo no qual não é empregado por não ter experiência e não consegue trabalho para adquiri-la. Como consequência, esse grupo recorre ao subemprego, o que torna-se um fator preocupante haja vista que, segundo dados do Iepa (Instituto de Pesquisa Econômica), cerca de 25% dos jovens entre 14 e 24 anos não encontram emprego. Desse modo, é evidente que devem tomadas atitudes que visem aumentar a empregabilidade desse setor populacional.

Ademais, é de suma importância ressaltar que o aumento do trabalho informal tem relação direta com a não implementação da Lei da Aprendizagem pelas empresas, tendo em vista que a faixa etária abrangida pela lei é também a que mais sofre com o desemprego. Dessa forma, como resultado desse panorama, ao recorrer ao subemprego, o jovem perde a estabilidade de uma renda fixa e direitos trabalhistas que são essenciais para a qualidade de vida do indivíduo, como o direito a aposentadoria, o que resulta em sua marginalização também na terceira idade. Sendo assim, devem ser dadas oportunidades aos mais jovens, tal como afirma o filósofo Sêneca ao dizer que “sorte é quando a preparação encontra a oportunidade”.

Afere-se do exposto, portanto, que medidas devem ser tomadas para por um fim aos desafios no ingresso do jovem no mercado de trabalho. Primeiro, a mídia deve exercer importante papel para acabar com o preconceito citado por meio de campanhas que demonstrem a importância de se conceder oportunidades aos mais jovens que, além de preparados, serão pilares fundamentais do futuro, de modo a reduzir o desemprego juvenil. Além disso, o Ministério do Trabalho deve assegurar a adoção da Lei da Aprendizagem por intermédio de fiscalizações e multas severas em caso de infração, para que enfim, reduzam-se os índices de subemprego e aumentem os postos de trabalho para esse grupo.