As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 24/10/2018

Saramago, em sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, reproduz na ficção a falta de visão sobre o outro. De maneira análoga, essa cegueira remete ao Estado brasileiro, que age com descaso sobre as dificuldades de os jovens ingressarem no mercado de trabalho. Nesse sentido, faz-se necessário analisar como a inexperiência dos jovens atrelada com a ineficiência estatal potencializam esse quadro.

A princípio, a Consolidação das Leis do Trabalho considera admissível o contrato de aprendiz a partir dos 14 anos. No entanto, em virtude da inexperiência dos jovens, os empregadores optam pelo contrato com pessoas mais velhas. Isso decorre em razão da busca do lucro em um mundo capitalizado, cuja contratação com jovens menos capacitados provocam uma insegurança aos empregadores, visto que a falta de experiências pode acarretar possíveis dificuldades para a empresa.       Segundo Hobbes, no livro “Leviatã”, o Estado deve regulamentar as ações governamentais em prol do bem comum, entretanto, essa proposição não se aplica à realidade. Isso acontece por causa da ineficiência estatal com a ausência de cursos profissionalizantes, que preparam os jovens para o mercado de trabalho para as cidades. Logo, por consequência, o número de desempregados de jovens no país aumenta gradualmente, assim como afirma o Instituto de Pesquisas Econômicas no Brasil que apenas 25% conseguiram colocação no mercado de trabalho.

Portanto, medidas tornam-se necessárias para obstar essa problemática. As instituições públicas, em parceria com o ministério do trabalho, por intermédio de projetos sociais deveriam oferecer editais a cada semestre para a contratação de jovens para os cursos profissionalizantes, com a supervisão de profissionais efetivados e experientes transmitindo-lhes conhecimentos de cada área de atuação e ensinando as principais funções a respeito do cargo. Dessa forma, o Brasil promoverá aos seus jovens um efetivo engajamento na sociedade.