As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 24/10/2018

Uma das diretrizes econômicas posta em prática,nos EUA, em 1929- período da maior recessão da história americana- foi a política chamada ‘‘New Deal’’ que estabelecia,dentre várias metas, o pleno emprego. No entanto, a realidade brasileira se mostra oposta a essa, haja vista, a grande dificuldade dos jovens em ingressarem no mercado de trabalho. Diante disso, necessário é analisar o que origina tal problema e seus desdobramentos para, enfim, encontrar soluções para essa relação dialética.

É importante pontuar, primeiramente, o descompasso entre a qualificação dos jovens e a demanda exigida pelo mercado de trabalho. Diante disso, vale enfatizar que, a partir da globalização, o mundo passou a ser mais integrado e interdependente e ,consequentemente, o trabalho se adequou a essa necessidade, exigindo profissionais cada vez mais qualificados e integrados com a tecnologia. Paralelamente, em países como o Brasil, onde não há um investimento expressivo em pesquisa e educação, cria-se uma grande massa de jovens semi qualificados. Logo, esse contingente de pessoas são postas à margem do mercado de trabalho globalizado, colocando em risco o futuro não só das futuras gerações, mas também da nação brasileira.

Ademais, é indubitável indicar as consequências desse processo de exclusão laboral que afeta muitos jovens atualmente. Segundo o sociólogo Karl Marx,o trabalho é o que difere o homem de outros seres vivos. De maneira análoga, muitos jovens não têm acesso a atividade remunerada, partindo muitas vezes para o mercado de trabalho informal, ou seja, sem carteira assinada.Nesse sentido,segundo pesquisa feita pela Organização Internacional do Trabalho o índice de desemprego, em 2017, na faixa etária entre 14 a 24 anos alcançou a marca recorde de 30 por cento no Brasil. Logo, fica evidente que tal condição enfrentada por muitos jovens retira-lhes sua condição humanizadora tão preconizada pela tendência marxista.

Levando em conta os fatos analisados, ficam evidentes as causas e as consequências da dificuldade dos jovens em ingressarem no mercado de trabalho, o que exigem medidas a fim de garantir a integração dessa minoria no programa de bem estar social. Para isso é necessário que o Estado, na figura do Ministério da Educação, em parceria com a rede privada, crie centro de integração tecnológica na qual o graduando poderá ter contato íntimo com infraestrutura de ponta e ,assim, criar um mercado de trabalho mais competitivo. Ademais, é necessário que as universidades criem programas com grandes empresas públicas ou privadas, a fim de combater o trabalho informal sobre essa gente. Somente assim, o pleno emprego , tão preconizado pelos americanos em 1929, será alcançado.