As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 25/10/2018
Ao longo da história, o significado de trabalho mudou à medida que a sociedade modificava o seu modo de produção. Como se observar que, a partir do capitalismo industrial o modelo fomentado foi o assalariado, conhecido como mercado de trabalho, em que o indivíduo vende a sua força de trabalho por um salário. Contudo, atualmente,percebe-se a dificuldade do jovem adentrar nesse sistema. Isso acontece, principalmente, pela falta de preparo dessa faixa etária e pela permanência dos ideais machistas.
Em primeiro lugar, segundo o relatório divulgado pelo Banco Mundial, aproximadamente, 25% da população jovem brasileira está desvinculada da produtividade. Uma realidade que possui como uma das causas, a falta de preparo da juventude para se enquadrar nas exigências presentes no mercado de trabalho. Mas, em contrapartida, devido à segregação na qualificação do processo de capacitação do indivíduo das diferentes estruturas sociais, uma vez que o ensino básico das escolas públicas, em sua maioria, é precário, enquanto das escolas privadas funciona. Dessa forma, aqueles que se encontram nas classes mais baixas, consequentemente, apresentam maiores dificuldades de ingressarem ao mercado.
Ademais, a sociedade ainda não superou os malefícios de uma população, a qual ficou imersa durante séculos em uma organização patriarcal. Dado que, para o sexo feminino, em que a escritora Simone de Beauvoir classificava como “segundo sexo”, existe inúmeros obstáculos para conquista do emprego. Haja vista que, conforme o Relátorio de Desigualdade Mundial de Gênero 2016 do Fórum Econômico Mundial, entre os cento e quartoze países avaliados, o Brasil ocupa a septuagésima nona posição em índice global de dispariedade de gênero. Desse jeito, preconceitos enraizados prejudicam a isonomia de direitos, em vista disso, impossibilita um mercado de trabalho justo.
Diante dos fatos supracitados, faz necessário que o Estado viabilize um ensino público de qua-lidade. Para tanto, requer que esse órgão disponibilize uma maior parcela dos tributos recolhidos para reconstrução da sua educação, por meio de melhorias nas infraestruras das escolas, mas ,principalmente, na estruturação de um ensino que dialoga os conhecimentos cognitivos com habilidades socioemocionais e, assim, estimule ao máximo a capacidade de cada indivíduo para que potencialize o seu crescimento econômico. Outrossim, que a mídia, por intermédio de campanhas e propagandas, alerta a população sobre os prejuízos da permência do machismo, essencialmente, para as mulheres que estão iniciando sua vida em relação ao mercado de trabalho, com objetivo de que, dessa forma, auxília a sociedade a não subjugar a mulher mais como o “segundo sexo” .