As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 26/10/2018

De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, é dever estatal construir uma sociedade justa, garantindo o desenvolvimento nacional. Entretanto, as dificuldades de ingressar no mercado de trabalho encontradas pelos jovens nesse ínterim demonstram que a ação legal encontra-se distante da efetivação. Nesse contexto, cabe analisar os fatores motivadores da conjuntura, como a inobservância governamental em relação à falta de oportunidades e a preferência por pessoas experientes.

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman algumas instituições sociais -dentre elas, o Estado- perderam sua função social, mas conservaram sua forma. Nessa lógica, é notório que o Governo se identifica com uma “instituição zumbi”, pois não cumpre sua função de disponibilizar vagas de empregos para todas as pessoas igualmente, especialmente para a juventude, visto que há falta de mais programas técnicos para o primeiro serviço, afinal, apesar de haver, como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), não são suficientes. Tal fato pode ser comprovado pelos dados da Trendsity e do McDonald’s, na qual afirmam que 69% dos jovens estão desempregados por falta de oportunidade.

Vale refutar, outrossim, que outro fator preponderante é a simpatia por pessoas mais experientes para as ocupações profissionais. Segundo um levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual da População em Idade Ativa (PIA) com 11 anos ou mais de estudo passou de 46,7% para 63,8%. Indubitavelmente, as empresas optam por pessoas com experiência por estas terem habilidades exigidas, como o conhecimento, no entanto, atualmente, grande parte dos jovens, apesar de nunca terem ingressado no mercado de trabalho, são qualificados e tendem contribuir para as empresas, haja vista que, devido à era digital -a era da informação-, muitos estão se aperfeiçoando com cursos profissionalizantes, por exemplo. Diante disso, é fundamental medidas para mudar essa situação, uma vez que é de suma importância a inserção profissional  desse grupo.

Destarte, a falta de  oportunidade juvenil aliada à concorrência injusta com os mais velhos corroboram para o entrave. Assim, é mister o Estado cumprir sua função, mediante a criação de mais programas como o Pronatec, com a ampliação de mais vagas em todos o país, a fim de aumentar as oportunidades de serviço para os jovens. Ademais, é imprescindível que o Ministério do Trabalho contribua para o ingresso no mercado de trabalho, por meio da parceria com o da Fazenda, para este diminuir os impostos das empresas que contratarem jovens recém-formados, como também os que não tem tenham ensino superior, mas tenham capacidade -identificada na entrevista- para o cargo, com o fito de proporcionar o direito ao primeiro emprego. Dessa forma, será construída uma sociedade justa.