As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 27/10/2018

Ao contrário do modelo fordista, em que o trabalhador era especializado em uma única função, o sistema mercantilista contemporâneo valoriza o profissional multitarefas, capacitado em adequar-se às diversas atividades. Nesse sentido, devido à inexperiência laboral, bem como do aumento na concorrência entre as vagas, os jovens tendem a encontrar dificuldades para adentrar o mercado de trabalho competitivo e dinâmico. Logo, trata-se de um grave problema social que deve ser solucionado.         Deve-se pontuar, de início, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a sociedade atual, denominada “geração canguru”, tem permanecido mais tempo como dependentes financeiros dos pais e postergado a busca por emprego. Essa situação decorre, sobretudo, pela priorização da capacitação educacional, como a realização de cursos técnicos e do ensino superior. Entretanto, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontam que a maior parte das vagas disponíveis exigem conhecimento prático, algo pouco comum nos recém-formados. Por conseguinte, muitos jovens acabam optando por cargos e remunerações que estão abaixo da sua capacitação, evidenciando a dificuldade em adentrar o espaço laboral.

Outrossim, a crise econômica que permeou o Brasil, a partir de 2014, prejudicou o ingresso do grupo juvenil no meio corporativo. Nesse viés, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores, diante de um momento de retrocesso econômico, as empresas tendem a dar preferência na contratação de pessoas com mais vivência profissional. Esse fator é explicado, sobretudo, pela necessidade de resultados rápidos. Dessa maneira, o desemprego nessa faixa etária é capaz de causar impactos negativos para a vida do indivíduo, como a autoestima baixa, insegurança e frustração. Além disso, tende a comprometer o desenvolvimento econômico do país, pois trata-se da rejeição de uma mão de obra com potencial vigor.

Portanto, para reduzir as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, é preciso que haja intervenção do Estado. Sob essa perspectiva, o Governo deverá incentivar as empresas a contratarem a juventude recém-formada. Para tanto, haverá ampliação de projetos que forneçam descontos nos encargos trabalhistas para as empresas contratantes. Dessa forma, esses programas serão divulgados para as organizações mediante campanhas televisivas, a fim de aumentar o número de parcerias. Em conformidade, o Governo promoverá maior oferta de cargos públicos, por intermédio de concursos, visando maximizar a oferta de empregos. Assim, essas medidas poderão tornar o país mais igualitário e justo, com maior aproveitamento da força produtiva.